Tecnologia Financeira

O Investimento em Tecnologia e a Continuidade dos Negócios

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Atualmente, diversas empresas estão inseridas em mercados com elevada concorrência, muitas vezes em escala mundial. Em virtude disso, os gestores têm sido obrigados a buscar o desenvolvimento de estratégias cada vez mais complexas e a utilizar metodologias que possibilitem a geração de resultados satisfatórios.

Nesta procura por maior eficiência, agilidade e redução de custos com alinhamento estratégico, diversos conceitos foram desenvolvidos e incorporados aos modelos de gestão. Alguns exemplos são o EVA® (Economic Value Added)Balanced Scorecard e gestão baseada.

 

 

Nas últimas décadas pôde-se observar uma série de modificações nas tecnologias pessoais e no comportamento das pessoas. Fazendo uma comparação entre as tecnologias por elas utilizadas no dia a dia, em smartphones por exemplo, com as disponibilizadas pelas empresas em sua operação, normalmente, percebe-se uma distância muito grande entre as duas realidades.

Há alguns anos, mais precisamente na década de 90, houve um grande movimento de informatização empresarial através da implantação de sistemas de ERP (Enterprise Resource Planning). Inicialmente, esses sistemas eram vistos como uma solução que atenderia à necessidade de informação de todos os níveis de gestão empresarial, o que não foi confirmado na prática.

Os softwares de ERP têm como mérito organizar o fluxo de informações operacionais da empresa, transformando diversos sistemas isolados e especialistas em ferramenta única, integrada e com disponibilização de informações para todas as áreas da organização em tempo real. Foi um grande salto, mas restrito a seu nível operacional pois média e alta gerências, mesmo após a implantação dos sistemas de ERP, continuaram com dificuldades para gerar análises e relatórios que suportem os seus modelos.

É normal serem observadas empresas com áreas inteiras dedicadas à coleta de informações em fontes diversas, utilizando uma infinidade de planilhas para geração de relatórios, análises e apresentações.

 

 

Estas estruturas, no médio prazo, acabam se tornando ineficientes pois as empresas tornam dependentes de um emaranhado de planilhas complexas e entrelaçadas, o que faz com que a flexibilidade inicialmente conseguida se perca. Além disso, é muito comum que se crie internamente dependência de poucas pessoas na organização que conhecem os modelos construídos e são capazes de manejá-los.

Essa estrutura é ineficiente e gera custos para as organizações – o qual não é mensurado apenas com base no dispêndio de um departamento ou grupo de pessoas responsáveis por controlar as intrincadas planilhas, mas principalmente através da percepção do quanto se pode perder (ou deixar de ganhar) por ter uma informação com um prazo inaceitável ou mesmo uma decisão equivocada, tomada com base em um relatório impreciso.

Além disso, do ponto de vista do indivíduo, esta distância entre a tecnologia pessoal e o método de trabalho disponibilizado pelas empresas pode ser uma fonte de insatisfação pessoal e comprometer a motivação dos colaboradores e retenção de talentos.

Diante desse cenário, é fundamental para a continuidade dos negócios que sejam direcionados investimentos para atingir um estágio mais avançado da informatização empresarial. Isso significa: adquirir tecnologias capazes de captar e analisar dados, desenvolver sistemas de simulação para analisar os impactos das estratégias consideradas antes de colocá-las em operação; comunicar a estratégia de forma adequada, transformando em indicadores e métricas tanto financeiras quanto não financeiras e construir um sistema integrado de informações gerenciais com base nos dados gerados pelos sistemas de ERP que atenda às necessidades da alta gestão.

 

 

Felizmente, a própria evolução da tecnologia tem permitido que cada vez mais empresas de todos os portes tenham acesso à sistemas antes inacessíveis financeiramente. O surgimento de ofertas em nuvem tem possibilitado o uso de softwares por valores que representam uma pequena fração do investimento necessário há alguns anos, o que permite que organizações de todos os níveis deem um salto de gestão.

As empresas que não avaliarem os seus ambientes de atuação, os impactos das novas tecnologias e o comportamento de seu mercado consumidor podem, em breve, comprometer o futuro de seu negócio.

 

Sobre o autor:

Louremir Reinaldo Jeronimo é  Doutor em Administração de Empresas pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas – FGV EAESP. Professor convidado dos cursos de MBA do FGV Educação Executiva e FGV In Company (Saiba mais)

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